Amar é deixar ir

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A vida toda, fomos acostumados a pensar em sentimentos como uma forma de prisão. Quando gostamos de alguém, temos a tendência de nos referir à pessoa como sendo “nossa”. “Esse é meu namorado”, “ela é minha amiga”, “nossa, isso é a cara da minha mãe”. Só questão de semântica? Talvez. Mas hoje me peguei pensando nisso e em como nos referimos a quem a gente ama.

Porque amar está longe de ser um sentimento de posse. Claro que não pensei assim a vida toda, mas fui amadurecendo essa ideia aos poucos. As pessoas não nos pertencem, assim como não dá pra esperar que pessoas – essa misturinha de independência com sociabilidade – sejam ou ajam de acordo com o que esperamos.

Eu sempre fui uma pessoa de poucos amigos. Sou um pouco tímida e bastante introvertida. Não gosto de multidões e prefiro sempre estar entre poucas pessoas em quem confio, isso quando não prefiro estar sozinha. Assim como espero que os outros respeitem essa minha particularidade, tive que me acostumar com a ideia de que, às vezes, as pessoas vão se afastar. E com o tempo, eu entendi que tudo bem, sabe?

Voltando lá pro assunto do começo, não existe essa coisa de as pessoas pertencerem umas às outras. As pessoas entram nas nossas vidas e podem ter um papel importante ou não nelas, podem causar ou não impacto, podem ou não levar algo de nós com elas e, da mesma forma, podem ou não permanecer. É importante respeitar as decisões das pessoas – principalmente de quem a gente ama – mesmo que isso signifique não tê-las mais por perto.

O mundo muda, as circunstâncias mudam e as pessoas mudam com elas. Amar é entender que nem tudo vai continuar igual para sempre, nem tudo vai voltar a ser como era antes. E que tá tudo bem. Amar é respeitar as pessoas por suas decisões e seguir em frente, guardando na memória o tempo bom que foi vivido. Amar é ser livre e permitir que o outro também seja. Amar, muitas vezes, é deixar ir.

* Imagem retirada daqui

Leituras da semana

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Neste espaço eu compartilho com vocês alguns links e postagens interessantes que li durante a semana:

Algumas considerações sobre levar uma vida minimalista

Dicas para começar a meditar

3 lições de uma #GIRLBOSS, segundo a autora Sophia Amoruso

Como aproveitar melhor seu ano daqui pra frente

Resumindo o método GTD em 11 minutos

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Metas do mês – Junho

Qualquer mês:

Já passamos de 40% do ano, o que significa que grande parte já foi, mas ainda temos muito tempo pela frente se quisermos transformar 2017 em um ano de realizações. Então, bora pras metas de Junho?

♥ Cuidar mais do meu visual e autoestima

♥ Ler mais um livro (o 5º do ano)

♥ Ir em alguma festa junina

♥ Equilibrar minha vida financeira

♥ Listar peças de roupa que pretendo comprar

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Status: Metas do mês – Maio

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Depois de um mês super movimentado como foi Abril (oi, BEDA!), resolvi viver um mês de Maio mais low profile, sabe? Resolvi me dar um tempo e até por isso dei uma sumida aqui do blog, mas já estou com saudades e pretendo voltar. Enfim, chega de enrolação e vamos ao status das metas:

Terminar de assistir todas as temporadas de Mad Men – 🙂 Cheguei até a última temporada (são sete, ao todo) e o que posso dizer é que definitivamente não é uma série fácil de assistir. Tem muitos aspectos positivos, mas não é essa coca-cola toda que dizem.

♥ Continuar fazendo o diário da Lua Vermelha e identificar padrões – 🙂 Sim, mantive o hábito de acompanhar meu ciclo através de uma “moondala” e já começo a observar alguns padrões. Pretendo continuar e adotar esse hábito para a vida.

♥ Economizar dinheiro e terminar o mês no azul – 😐 Me saí bem melhor do que no mês anterior, mas ainda assim não consegui cumprir meu objetivo. A verdade é que minha saúde financeira não anda lá essas coisas e preciso organizá-la urgentemente. Vou continuar me esforçando no próximo mês.

♥ Fazer afirmações positivas diariamente para atrair coisas boas – 🙂 Sim, sim e sim! Com certeza foi a melhor coisa do meu mês. Pretendo fazer um post sobre isso futuramente, mas em resumo salvei uma pasta no Pinterest com algumas afirmações positivas e colei post-its com as minhas preferidas no espelho da penteadeira. Assim, todo dia de manhã eu posso lê-las e me concentrar em levar esse pensamento positivo para o meu dia.

♥ Voltar a seguir uma rotina matinal e noturna – 😦 Não cumpri. Na verdade, como eu falei, Maio não foi um mês em que me preocupei em seguir rotinas, mas sim fui deixando as coisas acontecerem naturalmente. Isso se refletiu em um dia-a-dia mais caótico, mas que de um jeito ou de outro funcionou. Mas sinto falta de rotina e pretendo voltar aos eixos a partir de agora.

Junho já está batendo na nossa porta e com ele vem mais uma oportunidade de manter a disciplina e alcançar mais metas. Torçam por mim, hein?

* Imagem retirada daqui

Minimalismo é uma questão de equilíbrio

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Para quem acompanha blogs de minimalismo e se interessa pelo assunto como um todo, é comum ver na internet relatos de pessoas que abandonaram a vida “padrão” que levavam e decidiram virar nômades digitais, ou mesmo construir uma vida mais pacata no interior. Meu intuito aqui não é invalidar esse tipo de experiência, pelo contrário, pois considero de uma coragem imensa abandonar um estilo de vida que fomos treinados a vida toda para desejar em prol de um propósito maior. Mas será que só assim é possível viver o minimalismo em sua essência?

Recentemente assisti ao tão falado documentário Minimalism: A Documentary About the Important Things. Pra quem não sabe, o documentário foca na turnê de lançamento de um livro escrito por dois blogueiros especializados em minimalismo. Ao longo do filme, outros minimalistas famosos também dão seus depoimentos. Em sua maioria, os relatos enaltecem alguns aspectos como ter um número limitado de objetos ou abandonar empregos com salários altos para viver uma vida minimalista. Enfim, achei o documentário ok, mas talvez por já pesquisar sobre o assunto há um bom tempo, não me acrescentou nada de mais e com certeza não mudou minha vida.

Além disso, depois do filme, me peguei pensando sobre essa espécie de “cobrança” que existe no mundo do minimalismo, como se viver em uma cidade grande, ou ter um emprego em horário comercial, ou ter uma coleção de objetos favoritos fossem motivos para confiscarem minha carteirinha de minimalista, hahah. Na minha percepção, não é bem assim. Não importa quantos objetos você tenha, ou quanto você ganhe, ou onde você viva, se tudo o que está na sua vida tem um propósito, então você pode se considerar minimalista.

Eu, por exemplo, moro em uma capital, tenho um trabalho “tradicional”, de carteira assinada e em horário comercial. Moro em um apartamento sem área externa e meus móveis não são brancos no estilo escandinavo. Quando chego em casa cansada, minha casa às vezes fica uma bagunça. E tudo bem, sabe? Nada isso faz de mim menos minimalista. Em primeiro lugar, porque o minimalismo é um exercício diário, ele nunca chega a um estado da arte, e sim está em constante construção. Em segundo lugar, porque as pessoas são diferentes e não acredito em nenhum estilo de vida que estipule regras a serem seguidas.

Por fim, gostaria de acrescentar um outro ponto de vista que nem sempre é mostrado: certas atitudes tidas como minimalistas podem, sim, ser bastante classistas. Já parou para pensar que renunciar a um estilo de vida confortável (com carro, salário alto, poder de compra) é um privilégio de poucos? A grande maioria da população nem sequer tem acesso a esse tipo de coisa. Acho insensato rotular algumas pessoas como “superficiais” ou até mesmo “egoístas” quando compram roupas em um fast fashion, por exemplo, sendo que este pode ser o único tipo de consumo a que elas têm acesso. Ao invés disso, não seria melhor difundir informações sobre como cuidar das roupas e fazê-las durarem mais? Nem todo mundo pode passar a consumir apenas cosméticos naturais e orgânicos porque essas coisas têm um custo muito mais alto, mas questionar a quantidade de produtos de beleza que se usa no dia-a-dia já seria um bom começo.

Em resumo, acho muito legal que o assunto minimalismo esteja se tornando mais conhecido do grande público e admiro qualquer iniciativa nesse sentido, como é o caso do documentário. Porém, como em qualquer outra coisa da vida, é preciso ter crítica e questionar todo tipo de “manual” que queira ditar regras e condições sobre como devemos viver. Não existe um conjunto de mandamentos que você precise seguir obrigatoriamente para adotar um estilo de vida mais simples, essa é uma decisão que só cabe a você. Minimalismo, para mim, é uma questão de escolha, de autocrítica e de muita reflexão, mas, sobretudo, é uma questão de equilíbrio.

* Imagem retirada daqui

BEDA #30 – Como foi a experiência

BEDA #Flat lay of workspace in office by Nuchylee Photo on @creativemarket:

Há alguns meses, entrei em um grupo no Facebook cujo objetivo é trocar ideias sobre blogs. Em agosto do ano passado, uma galera do grupo resolveu participar do BEDA, ou seja, postar todos os dias do mês de agosto. Como o projeto já estava no meio e eu não havia me preparado para participar, fiquei só observando os comentários sobre como estava sendo. Resolvi que agora em abril eu participaria também, então me preparei emocionalmente (hahah) para essa experiência, que eu sabia que não seria fácil.

Eu comecei a preparação já em março, fazendo uma lista com as ideias que eu tinha e deixando alguns posts agendados (cerca de uma semana de posts), mas rapidamente percebi que não tinha ajudado muito. Logo na segunda semana, já precisei ter muita disciplina e realmente me “forçar” a escrever. Por outro lado, isso foi positivo, porque vi que consigo, sim, escrever com mais frequência se eu me organizar e tiver isso como propósito.

Outro aspecto positivo foi que tirei do papel várias ideias que já tinha há tempos. Inclusive, o maior ensinamento que tirei foi anotar todas as ideias que surgirem, nem que seja um rascunho bem tosco, só para não deixar aquela informação se perder. Dos temas que havia planejado no início, nem todos viraram posts, e nisso vi que mudar de ideia faz parte. Se do início para o fim do mês algumas coisas já não faziam sentido, imagina em um período mais longo?

Eu gosto muito de escrever, principalmente os posts de reflexões, que acho que são os mais comuns aqui no blog. Mas para criar esse tipo de conteúdo mais denso, eu preciso estar inspirada, estar vivendo aquele assunto à flor da pele. Ao longo do BEDA, em alguns momentos eu não me senti tão inspirada e por isso alguns posts não ficaram tão bons. Não que tenham ficado ruins, pois se eu não gostasse não os postaria, mas sinto que poderia ter desenvolvido melhor alguns assuntos se tivesse mais tempo pra isso.

De maneira geral, foi uma experiência bastante positiva. No mês de abril, o blog aumentou muito o número de visitantes, visualizações e bateu record de likes. Ou seja, percebi que o conteúdo produzido foi bem aceito, além de ter sido um aprendizado muito rico para mim. Só tenho a agradecer por todos que acompanham o Frugalidades, curtem e comentam. Vocês são topper! ❤

Dá uma olhada nos posts de Abril pra ver se não perdeu nada:

BEDA #1 – Está tendo!
BEDA #2 – Leituras da semana
BEDA #3 – Metas do mês – Abril
BEDA #4 – O que tem na minha bolsa
BEDA #5 – O que eu aprendi com a escola pública
BEDA #6 – Baratinhos de beleza
BEDA #7 – Porque parei com o anticoncepcional
BEDA #8 – Quero te conhecer!
BEDA #9 – Leituras da semana
BEDA #10 – Playlist: Músicas para relaxar
BEDA #11 – TAG 31 perguntas para quebrar um silêncio constrangedor
BEDA #12 – Precisamos falar sobre a masculinidade tóxica
BEDA #13 – Uma carta para a eu do passado
BEDA #14 – Meus lugares favoritos de BH
BEDA #15 – Minha experiência com cronograma capilar
BEDA #16 – Leituras da semana
BEDA #17 – Sobre enfrentar medos
BEDA #18 – 30 fatos sobre mim
BEDA #19 – Como eu estou me organizando atualmente
BEDA #20 – Como aproveitar melhor a faculdade
BEDA #21 – TAG Felicidade é…
BEDA #22 – Vision Board: o que é e como fazer o seu
BEDA #23 – Leituras da semana
BEDA #24 – Economia colaborativa
BEDA #25 – 5 coisas que me inspiram
BEDA #26 – TAG A louca dos gatos
BEDA #27 – Status: Metas do mês – Abril
BEDA #28 – Metas do mês – Maio
BEDA #29 – Leituras da semana
BEDA #30 – Como foi a experiência

* Imagem retirada daqui

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