Desconectar para se conectar

 

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Nos últimos dias fiz uma coisa que há muito tempo tinha vontade de fazer: uma viagem em família. Fomos eu, meus pais e meus irmãos passar o feriado prolongado em São João Del Rey e Tiradentes, cidades históricas de Minas Gerais. Minha intenção era que esta não fosse uma viagem qualquer, mas sim uma oportunidade de me desligar das preocupações, sofrimentos e tudo o mais que tem me incomodado ultimamente, além de me conectar com as coisas da vida que realmente me fazem feliz. Por isso, hoje venho aqui para contar como foi a minha experiência.

O dinheiro

Nós chegamos em São João Del Rey na quinta-feira à noitinha e ficamos até domingo de tarde. Ficamos hospedados em uma pousada próxima à estação de trem e pagamos cerca de R$280,00 cada (achei o preço até razoável, levando-se em consideração que era um feriado santo em uma cidade majoritariamente católica), com café da manhã incluso. De qualquer forma, seria um bom investimento, já que é melhor gastar dinheiro com experiências do que com coisas. Claro que não esbanjei, mas procurei não me preocupar muito com os valores gastos, já que tinha um dinheiro guardado e já que o mais importante seria ter histórias para contar.

A mala

Levei só uma mala, relativamente pequena, o que foi surpreendente para os meus padrões, haha. Selecionei roupas básicas e fáceis de combinar entre si: 2 calças, uma preta e uma jeans; 3 blusas básicas de malha, 3 blusas de lã (a região já é fria normalmente, imagina no inverno), 1 jaqueta jeans, 1 pijama, meias e lingeries, chinelo, tênis All Star e botas de cano alto. Na bolsa, só documentos, carregador de celular e um caderninho de anotações, que nem cheguei a usar.

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Os gadgets

Como a ideia era levar pouca coisa, decidi que não levaria computador e aproveitaria para me desconectar um pouco. Poderia ter sido uma ótima oportunidade de ler, escrever, produzir conteúdo para o blog, mas preferi viver ao máximo as situações para, só depois, relatá-las. Como não poderia deixar de ser, o celular foi meu companheiro inseparável; não para acessar a internet, mas para fotografar as lembranças que não queria que ficassem só na memória. Quando por acaso nos separávamos em algum passeio, usava o celular para me comunicar com minha família (chega a ser bizarro o quanto nos “esquecemos” dessa função básica do celular: fazer ligações). Mas em geral quase não entrei na internet, a não ser para falar com meu namorado por WhatsApp e buscar alguma informação eventual. No último dia, até tentei acessar meu e-mail, mas como o wi fi do hotel era muito ruim, desisti. De verdade? Nem senti falta.

O passeio

O que dizer dessas cidades lindas, que mal conheço e já considero pacas? As paisagens, os monumentos, as igrejas, tudo é incrível, ainda mais quando compartilhado com pessoas que amamos. O que mais gostei foi a viagem de maria-fumaça, de SJDR para Tiradentes. A sensação é de estar viajando no tempo, pois infelizmente o transporte ferroviário no Brasil é muito pouco utilizado, principalmente para transporte turístico. As paisagens são lindas, ainda mais porque fomos de manhã e o solzinho tímido deixou tudo mais aconchegante. Tiradentes também é linda, as pessoas são receptivas e apesar dos morros e subidas, o cansaço físico valeu muito a pena!

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A família

O melhor aspecto dessa viagem foi ter sido feita em família. Por motivos diversos, os namorados não puderam ir, então foram só os Faria mesmo. Nunca havíamos viajado juntos antes e posso dizer que foi uma experiência incrível. Como moramos em cidades diferentes, são os raros os momentos que podemos passar tempo livre juntos, dormir, acordar, tomar café, almoçar, tudo isso em família. Fiquei emocionada em vários momentos da viagem, com aquela cara de “boba alegre” sabe? Eu amo muito minha família! Com o tempo adquiri maturidade para compreender e aprender a lidar com o jeito de ser de cada um, de forma que é possível aproveitando mais as partes boas dessa relação.

Pode parecer algo bobo, mas essa viagem me fez compreender melhor alguns aspectos da minha vida. A primeira coisa que pude ver mais claramente é que o tempo é o nosso recurso mais escasso (e por isso, precioso). Que não vale a pena perder minha juventude com coisas fúteis e supérfluas, com preocupações sem fundamento, com os aborrecimentos do dia-a-dia. O momento é agora, e é preciso vivê-lo até a última gota!

Outra coisa importante que percebi é que normalmente somos seduzidos pela tecnologia e também pelo egocentrismo típico do mundo virtual. O maior exemplo disso é a tal da selfie. Você tem uma paisagem linda ao seu redor, milhares de coisas para registrar em fotos, mas por algum motivo o foco continua sendo você mesmo. Claro que tirei selfies também (sou fã das redes sociais e da possibilidade de “mostrar” para os outros o que ando fazendo), mas esse vício em si mesmo é algo para ser repensado, vocês não acham?

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* Fotos tiradas por mim

 

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4 comentários sobre “Desconectar para se conectar

  1. Que delícia! Deve ter sido uma experiência muito bacana! Não conheço essa região, mas só pelas fotos da pra ver que é incrível! 😀 Bom que aproveitou sua viagem da melhor forma!
    Beijos!

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