Não sou obrigada

Eu sou uma pessoa muito eclética musicalmente, muito mesmo, mas cresci em uma família de roqueiros que não aceitava muito bem gostos musicais diferentes, digamos assim. Quando fui morar sozinha, me dei a liberdade de poder ouvir o que eu quisesse, rock, pop, funk, sertanejo, pagode, inclusive em volume alto. Porém, como há muito tempo não acontecia, essa semana me deparei com uma situação chata relacionada a isso. Pra resumir, em um grupo no Whatsapp uma brincadeirinha boba sobre estilos musicais diferentes tomou outras proporções e virou uma discussão sobre “meu gosto é melhor que o seu”.

Em primeiro lugar, por mais que você seja fã de um cantor (ou ator, ou time de futebol, etc.) não significa que ele é “melhor” do que o que seu coleguinha gosta. Não é preciso ofender a preferência de outra pessoa para legitimar a sua. Até porque, “genialidade” quando se trata de artes em geral, é bastante subjetivo. Em segundo lugar, música é entretenimento, sabe? Se te faz feliz, se te deixa pra cima, se te ~ dá onda ~, tá tudo bem, tá tudo certo. Vamos ser mais leves quanto a isso.

Mas por que eu tô contando tudo isso? Por um simples motivo: tudo isso me fez refletir sobre a forma como eu lido com críticas e “opiniões” tóxicas. Na ocasião em que a conversa no Whatsapp se tornou uma enxurrada de preconceitos disfarçados de opinião, eu fiz o que geralmente faço nessas situações: silenciei o grupo por 8 horas. No dia seguinte, quando mencionei isso para uma pessoa próxima, mais uma vez fui criticada, porque segundo ela minha atitude foi um mecanismo de “fuga” para não enfrentar a discussão.

Esta pessoa estava certa. Em situações como essa, a fuga talvez seja o melhor recurso a ser utilizado. Sabe por quê? Porque eu simplesmente não sou obrigada a ficar ali ouvindo (lendo) grosserias disfarçadas de opinião. Nesse caso, nada que eu dissesse faria a outra pessoa rever seus conceitos e mudar de ideia, e vice-versa. Então pra quê continuar discutindo?

As pessoas confundem o direito de dar opiniões com a obrigação do outro aceitá-las como verdades. E, cara, não funciona assim, principalmente na metáfora do estilo musical, onde obviamente não existe certo ou errado. E principalmente quando a pessoa que dá a “opinião” o faz de forma agressiva e impositiva.

Vocé é resiliente? Faça o teste.:

Nesses casos, onde prolongar o assunto só vai causar mal-estar entre as partes, o melhor mesmo é fugir, se afastar, deixar pra lá. Primeiro que eu não atingi o nível de evolução espiritual (alguém atinge?) em que receber um monte de críticas desnecessárias não me faça mal. Depois, eu não sou obrigada a aceitar opiniões que me façam mal só porque alguém considera que “ficar e discutir” seria o mais maduro.

Às vezes a gente se esquece que as pessoas são diferentes e que cada uma lida de um jeito com as coisas que lhe acontecem. Pra mim, me afastar de gente tóxica e que se blinda de “minha opinião” para diminuir os outros é, sim, um ato de amor próprio. A gente precisa se proteger de pessoas assim, evitando que o nos faz mal. Por fim, uma frase que eu acho que ilustra bem o que estou querendo dizer:

Você é funcionário da sua paz. Não terceirize essa função.

Mesmo que para isso seja necessário silenciar um grupo no Whatsapp.

Preciso de gente tranquila:

* Imagens retiradas daqui, daqui e daqui

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