Amar é deixar ir

black and white, close, drawing, fight, forget

A vida toda, fomos acostumados a pensar em sentimentos como uma forma de prisão. Quando gostamos de alguém, temos a tendência de nos referir à pessoa como sendo “nossa”. “Esse é meu namorado”, “ela é minha amiga”, “nossa, isso é a cara da minha mãe”. Só questão de semântica? Talvez. Mas hoje me peguei pensando nisso e em como nos referimos a quem a gente ama.

Porque amar está longe de ser um sentimento de posse. Claro que não pensei assim a vida toda, mas fui amadurecendo essa ideia aos poucos. As pessoas não nos pertencem, assim como não dá pra esperar que pessoas – essa misturinha de independência com sociabilidade – sejam ou ajam de acordo com o que esperamos.

Eu sempre fui uma pessoa de poucos amigos. Sou um pouco tímida e bastante introvertida. Não gosto de multidões e prefiro sempre estar entre poucas pessoas em quem confio, isso quando não prefiro estar sozinha. Assim como espero que os outros respeitem essa minha particularidade, tive que me acostumar com a ideia de que, às vezes, as pessoas vão se afastar. E com o tempo, eu entendi que tudo bem, sabe?

Voltando lá pro assunto do começo, não existe essa coisa de as pessoas pertencerem umas às outras. As pessoas entram nas nossas vidas e podem ter um papel importante ou não nelas, podem causar ou não impacto, podem ou não levar algo de nós com elas e, da mesma forma, podem ou não permanecer. É importante respeitar as decisões das pessoas – principalmente de quem a gente ama – mesmo que isso signifique não tê-las mais por perto.

O mundo muda, as circunstâncias mudam e as pessoas mudam com elas. Amar é entender que nem tudo vai continuar igual para sempre, nem tudo vai voltar a ser como era antes. E que tá tudo bem. Amar é respeitar as pessoas por suas decisões e seguir em frente, guardando na memória o tempo bom que foi vivido. Amar é ser livre e permitir que o outro também seja. Amar, muitas vezes, é deixar ir.

* Imagem retirada daqui

TAG – Como me tornei minimalista

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No final do ano passado a linda da Bruna me marcou para responder a TAG “Como eu me tornei minimalista” e hoje venho responder para vocês. Achei as perguntas muito interessantes e acho que vai ser uma boa contar minha história, de como entrei para este ~movimento~. Vamos lá?

  1. Primeiro, como resolvi me tornar “minimalista”?
    Eu já vinha me interessando pelo tema e acompanhando blogs sobre minimalismo há algum tempo, mas no dia 25/03/2014 eu decidi mergulhar de cabeça nesse estilo de vida mais simples. Criei um tumblr com o objetivo de fazer um diário para relatar minha caminhada e dividir experiências. Aos poucos a ideia inicial foi se modificando, tomando outra forma, e deu origem ao que o blog é hoje: um espaço para compartilhar minhas ideias e vivências que já não se prendem mais ~apenas~ ao minimalismo.

  2. Porque senti necessidade de mudar minha vida?
    Eu percebi que acumulava muitas coisas há anos, coisas que já não me faziam feliz e que já não tinham a ver comigo. E na categoria “coisas” estão inclusos objetos, roupas, ideias, sentimentos e tudo o mais que já não cabiam no meu momento. Por isso, resolvi mudar de vida e desapegar de várias dessas coisas que estavam me incomodando.

  3. Por onde comecei?
    Comecei pelo espaço físico. Na época eu dividia apartamento com a minha irmã e meu quarto era cheio de “cantinhos da bagunça”, com tralhas e coisas que, se fossem embora, não fariam a menor falta. Lembro que fiz uma verdadeira limpa no meu armário, doei roupas e sapatos que já não serviam mais ou que não tinham a ver com o meu estilo. Também desapeguei da minha coleção de revistas (que eu guardava desde a adolescência), o que foi mais doloroso porque envolvia valor sentimental. Depois dos desapegos físicos, comecei aos poucos a adquirir novos hábitos e a cada dia refletir mais sobre minhas ações e atitudes – e esse processo é mais complexo e demorado do que mudar o ambiente físico.

  4. Quanto tempo levou até que percebi a mudança de hábito?
    Depois de ter desapegado da maior parte das minhas tralhas físicas, a ficha começou a cair. Vi que meu quarto ficou muito mais espaçoso e, de uma forma que não consigo explicar, eu me senti mais leve. A partir daquele dia, vi que algo havia mudado em mim. Desde então, evito ao máximo o acúmulo de coisas. Também mudei muito da minha rotina, abdicando de hábitos antigos que já não me faziam bem e me abrindo para novos hábitos.

  5. Você implementou outras mudanças em sua vida?
    Sim, muitas. Na verdade, o minimalismo das coisas físicas foi só a ponta do iceberg. Passei a levar a sério a ideia de vida simples, e percebi que antes eu complicava demais (até mesmo a forma como lidava com meus sentimentos). Costumo dizer que comecei uma jornada em busca do minimalismo e acabei encontrando a mim mesma no caminho. Entrei em contato mais profundo comigo mesma, com minhas qualidades e falhas, e pude começar as mudanças que eu vinha adiando há tempos.

  6. Por fim, de todo esse processo, o que foi mais importante para você?
    Para mim, o mais importante foi justamente o autoconhecimento. Ao longo dessa jornada (lá se vão cerca de dois anos), abracei meus valores e entendi o que é realmente essencial na minha vida. Vi que os bens materiais são muito menos importantes do que a paz de espírito, o sossego e as coisas simples da vida. Posso dizer que o minimalismo me ajudou a me tornar uma pessoa melhor do que eu era antes, e a chegar mais perto da pessoa que eu quero ser no futuro. Tá pouco ou quer mais? 😛

É isso, galera. Indico essa TAG a todos que ainda não tiverem respondido. Adoro aprender com a experiência de outras pessoas! 😉

* Imagem retirada daqui

O que eu quero tirar da minha vida em 2015

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Ontem estava lendo esse post do Just Happy With Less e essa frase me chamou a atenção:

A perfeição é atingida, não quando não há mais nada a acrescentar, mas quando não há mais nada para tirar.” – Antoine de Saint-Exupery.

Acredito que esse pensamento esteja diretamente ligado à ideia do minimalismo, de que a busca por uma vida mais plena envolve abrir mão de tudo o que não nos faz falta. Pensando nisso, resolvi listar algumas coisas que pretendo tirar da minha vida em 2015:

♥  Tralhas: Por mais que eu já tenha destralhado muito em 2014, ainda há muito o que fazer. Preciso revisar mais uma vez a papelada e decidir o que é importante e o que deve ser jogado fora/reciclado. O mesmo se aplica às roupas e sapatos, pois faz cerca de um ano que fiz a “limpa” no que não me servia mais. Afinal de contas, não dá para organizar tralha, né?

♥  Sedentarismo: Pretendo adotar um estilo de vida mais saudável no próximo ano, porém, confesso: sou a pessoa mais preguiçosa do mundo pra fazer atividades físicas! Já pensei em fazer academia, mas não adianta, eu sei que iria desistir no primeiro mês. Decidi começar a fazer caminhadas pelo meu bairro mesmo, pois além do exercício físico poderei apreciar a paisagem da lagoa da Pampulha (o que diminui um pouco do sofrimento, haha). Além disso, vou incluir na minha dieta mais frutas, legumes e verduras, pois meu corpo tem sentido falta dos nutrientes. Emagrecer está nos planos, mas a meta principal é adotar hábitos mais equilibrados e saudáveis.

♥  Gastos desnecessários: Quando a gente está insatisfeita com a vida, é normal gastar mais com, por exemplo, atividades de lazer, com o objetivo de “compensar” aquilo que nos aflige. “Nossa, trabalhei tanto hoje, estou tão cansada… Mereço pedir um sanduíche ou sair para jantar”. Isso foi muito comum em 2014, mas quero mudar esse hábito no ano que vem. Meu plano é abrir uma conta poupança e guardar uma quantia todo mês para investir em meus novos projetos (yaaay!), por isso preciso cortar todos os gastos com coisas supérfluas e desnecessárias.

♥  Pessoas negativas: Não adianta, a vida é muito curta para desperdiçarmos nosso tempo com pessoas que não acrescentam nada, e pior, que drenam nossa energia. A proposta aqui não é cortar relações nem deixar de ser educada com as pessoas negativas com as quais precisamos conviver (fazer o quê?), mas sim saber qual papel elas devem ocupar na nossa vida. Assim, vou me preocupar menos com o que essas pessoas pensam, vou evitar estreitar laços com elas e dedicar meu tempo apenas àqueles que realmente gostam de mim e que querem meu bem.

♥  Insegurança: Não sei se isso acontece com vocês, mas eu costumo ser muito insegura e às vezes até mesmo duvidar das minhas capacidades. É feio, eu sei, mas autoconfiança até hoje não tem sido meu forte. O ano de 2015 promete ser de muitas mudanças e desafios, e eu preciso estar centrada e segura para enfrentar as adversidades. Para isso, tenho buscado valorizar meus pontos fortes e trabalhar melhor minha autoestima. Ninguém é perfeito, claro, mas podemos sempre buscar melhorar, não é mesmo?

Essa época do ano é ótima para refletir sobre o que passou e planejar as metas para o futuro. Recomendo que vocês façam o mesmo e entrem em 2015 com o pé direito, desapegando de sentimentos e coisas negativas para viver uma vida mais leve!

* Imagem retirada daqui